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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Ano Litúrgico


Ano litúrgico é o período de doze meses, divididos em tempos litúrgicos, onde se celebram como memorial, os mistérios de Cristo, assim como a memória dos Santos.
Ano Litúrgico está dividido em “Tempos Litúrgicos”:
O Tempo do Advento;
O Tempo do Natal;
O Tempo da Quaresma;
O Tríduo Pascal;
O Tempo Pascal;
O Tempo Comum;
Tempo do Advento
Inicia-se o ano litúrgico. Compõe-se de 4 semanas. Não é um tempo de festas, mas de alegria moderada e  preparação para receber Jesus.

Início: 4 domingos antes do Natal
Término: 24 de dezembro à tarde
Espiritualidade: Esperança e purificação da vida
Ensinamento: Anúncio da vinda do Messias
Cor: Roxa
Tempo do Natal
É comemorado com alegria, pois é a festa do Nascimento do Salvador.

Início: 25 de dezembro
Término: Na festa do Batismo de Jesus
Espiritualidade: Fé, alegria e acolhimento.
Ensinamento: O filho de Deus se fez Homem
Cor: Branca 



Tempo Comum


1ª PARTE
Início: 2ª feira após o Batismo de Jesus
Término: Véspera da Quarta-feira das Cinzas
Espiritualidade: Esperança e escuta da Palavra
Ensinamento: Anúncio do Reino de Deus
Cor: Verde 

2ª PARTE
Início: Segunda-feira após o Pentecostes
Término: Véspera do 1º Domingo do Advento
Espiritualidade: Vivência do Reino de Deus
Ensinamento: Os Cristãos são o sinais do Reino
Cor: Verde 

Tempo da Quaresma


É um tempo de 5 semanas em que nos preparamos para a Páscoa.
Início: Quarta-Feira das Cinzas
Término: Quarta-feira da Semana Santa
Espiritualidade: Penitência e conversão
Ensinamento: A misericórdia de Deus
Cor: Roxa


Tempo Pascoal

 Início: Quinta-feira Santa (Tríduo Pascal                                                                               Término: No Pentecostes
Espiritualidade: Alegria em Cristo Ressuscitado
Ensinamento: Ressurreição e vida eterna
Cor: Branca




Cores Litúrgicas 

BRANCO - Usado na Páscoa, no Natal, nas Festas do Senhor, nas Festas da Virgem Maria, de Nosso Padroeiro São João Evangelista (apóstolo) e dos Santos, exceto dos mártires e dos apóstolos. Simboliza alegria, ressurreição, vitória e pureza. Sempre é usado em missas festivas.

VERMELHO - Lembra o fogo do Espírito Santo. Por isso é a cor de Pentecostes. Lembra também o sangue. É a cor dos mártires e da sexta-feira da Paixão e do Domingo de Ramos. Usado nas missas de Crisma, celebradas normalmente no dia dos Pentecostes, e de mártires.

VERDE - Usa-se nos domingos normais e dias da semana do Tempo Comum. Está ligado ao crescimento, à esperança.

ROXO - Usado no Advento e na Quaresma. É símbolo de penitência, de serenidade e de preparação, por lembrar a noite. Também pode ser usado nas missas dos Fiéis Defuntos e na celebração da penitência.

ROSA - O rosa pode ser usado no 3º domingo do Advento (Gaudete) e 4º domingo da Quaresma (Laetare). Simboliza uma breve pausa, um certo alívio no rigor da penitência da Quaresma e na preparação do Advento.

PRETO - Representa o luto da Igreja. Usa-se na celebração do Dia dos Fiéis Defuntos e nas missas dos Fiéis Defuntos.


O Ano Litúrgico passa por três ciclos, também chamado de anos A, B, C.

* ano A, lêem-se as leituras do Evangelho   de São Mateus;
* ano B, o de São Marcos;
* ano C, o de São Lucas.
Já o Evangelho de São João é reservado para as ocasiões especiais,  principalmente as grandes Festas e Solenidades.

Acabamos de iniciar o ano C, onde refletiremos os textos do Evangelho de São Lucas.

Elaborado por Paulo Ricardo Rosa

quarta-feira, 28 de março de 2012

HUMOR

DÚVIDAS PASCAIS
Esta é um clássico da Páscoa.
Veja o que a falta de informação religiosa dos pais pode causar num filho...






Papai, o que é Páscoa?

Ora, Páscoa é... bem... é uma festa religiosa!

Igual ao Natal?

É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e
na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.

Ressurreição?

É, ressurreição. Marta, vem cá!

Sim?

Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o
meu jornal.

Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido.
Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido
crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?

Mais ou menos... Mamãe, Jesus era um coelho?

Que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse menino foi batizado!
Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo
menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já
pensou se ele solta uma besteira dessas na escola? Deus me perdoe! Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo!

Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?

É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no
catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.

O Espírito Santo também é Deus?

É sim.

E Minas Gerais?

Sacrilégio!!!

É por isso que a Ilha da Trindade fica perto do Espírito Santo?

Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu
filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado,
nem a mamãe entende direito. Mas se você perguntar no catecismo a
professora explica tudinho!

Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?

Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés
de presente ele traz ovinhos.

Coelho bota ovo?

Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!

Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?

Era... era melhor, sim... ou então urubu.

Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? Que dia que ele
morreu?

Isso eu sei: na Sexta-feira Santa.

Que dia e que mês?

(???) Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele
morreu na Sexta-feira Santa e ressuscitou três dias depois, no
Sábado de Aleluia.

Um dia depois!

Não, três dias depois.

Então morreu na quarta-feira.

Não, morreu na Sexta-feira Santa... ou terá sido na Quarta-feira
de Cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na sexta mesmo e
ressuscitou no sábado, três dias depois! Como? Pergunte à sua professora
de catecismo!

Papai, por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?

É que hoje é Sábado de Aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação
do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.

O Judas traiu Jesus no sábado?

Claro que não! Se Jesus morreu na sexta!!!

Então por que eles não malham o Judas no dia certo?

Ui...

Papai, qual era o sobrenome de Jesus?

Cristo. Jesus Cristo.

Só?

Que eu saiba sim, por quê?

Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus
Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz
sentido, não acha?

Ai Coitada!

Coitada de quem?

Da sua professora de catecismo!


Fonte:http://www.doidindedeus.jex.com.br/humor/duvidas+pascais

Semana Santa


SEMANA SANTA
A Semana Santa é o grande retiro espiritual das comunidades eclesiais, convidando os cristãos à conversão e renovação de vida. Ela se inicia com o Domingo de Ramos e se estende até o Domingo da Páscoa. É a semana mais importante do ano litúrgico, quando se celebram de modo especial os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.


DOMINGO DE RAMOS -
A celebração desse dia lembra a entrada de Jesus em Jerusalém, aonde vai para completar sua missão, que culminará com a morte na cruz. Os evangelhos relatam que muitas pessoas homenagearam a Jesus, estendendo mantos pelo chão e aclamando-o com ramos de árvores. Por isso hoje os fiéis carregam ramos, recordando o acontecimento. Imitando o gesto do povo em Jerusalém, querem exprimir que Jesus é o único mestre e Senhor.

 2ª A 4ª FEIRAS –
Nestes dias, a Liturgia apresenta textos bíblicos que enfocam a missão redentora de Cristo. Nesses dias não há nenhuma celebração litúrgica especial, mas nas comunidades paroquiais, é costume realizarem procissões, vias-sacras, celebrações penitenciais e outras, procurando realçar o sentido da Semana.

Tríduo Pascal
O ponto alto da Semana Santa é o Tríduo Pascal (ou Tríduo Sacro) que se inicia com a missa vespertina da Quinta-feira Santa e se conclui com a Vigília Pascal, no Sábado Santo. Os três dias formam uma só celebração, que resume todo o mistério pascal. Por isso, nas celebrações da quinta-feira à noite e da sexta-feira não se dá a bênção final; ela só será dada, solenemente, no final da Vigília Pascal.


QUINTA-FEIRA SANTA -
 Neste dia celebra-se a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio ministerial.
A Eucaristia é o sacramento do Corpo e Sangue de Cristo, que se oferece como alimento espiritual. De manhã só há uma celebração, a Missa do Crisma que, na nossa diocese, é realizada na noite de quarta-feira, permitindo que mais pessoas possam participar.
Na quinta-feira à noite acontece a celebração solene da Missa, em que se recorda a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio ministerial. Nessa missa realiza-se a cerimônia do lava-pés, em que o celebrante recorda o gesto de Cristo que lavou os pés dos seus apóstolos. Esse gesto procura transmitir a mensagem de que o cristão deve ser humilde e servidor.
Nessa celebração também se recorda o mandamento novo que Jesus deixou: “Eu vos dou um novo mandamento, que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei.” Comungar o corpo e sangue de Cristo na Eucaristia implica a vivência do amor fraterno e do serviço. Essa é a lição da celebração.


SEXTA-FEIRA SANTA -
A Igreja contempla o mistério do grande amor de Deus pelos homens. Ela se recolhe no silêncio, na oração e na escuta da palavra divina, procurando entender o significado profundo da morte do Senhor. Neste dia não há missa. À tarde acontece a Celebração da Paixão e Morte de Jesus, com a proclamação da Palavra, a oração universal, a adoração da cruz e a distribuição da Sagrada Comunhão. Na primeira parte, são proclamados um texto do profeta Isaías sobre o Servo Sofredor, figura de Cristo, outro da Carta aos Hebreus que ressalta a fidelidade de Jesus ao projeto do Pai e o relato da paixão e morte de Cristo do evangelista João. São três textos muito ricos e que se completam, ressaltando a missão salvadora de Jesus Cristo.
O segundo momento é a Oração Universal, compreendendo diversas preces pela Igreja e pela humanidade. Aos pés do Redentor imolado, a Igreja faz as suas súplicas confiante.
Depois segue-se o momento solene e profundo da apresentação da Cruz, convidando todos a adorarem o Salvador nela pregado: “Eis o lenho da Cruz, do qual pendeu a salvação do mundo. – Vinde adoremos”.
E o quarto momento é a comunhão. Todos revivem a morte do Senhor e querem receber seu corpo e sangue; é a proclamação da fé no Cristo que morreu, mas ressuscitou.
Nesse dia a Igreja pede o sacrifício do jejum e da abstinência de carne, como ato de homenagem e gratidão a Cristo, para ajudar-nos a viver mais intensamente esse mistério, e como gesto de solidariedade com tantos irmãos que não têm o necessário para viver. Mas a Semana Santa não se encerra com a sexta-feira, mas no dia seguinte quando se celebra a vitória de Jesus. Só há sentido em celebrar a cruz quando se vive a certeza da ressurreição.


VIGÍLIA PASCAL -
Sábado Santo é dia de “luto”, de silêncio e de oração. A Igreja permanece junto ao sepulcro, meditando no mistério da morte do Senhor e na expectativa de sua ressurreição. Durante o dia não há missa, batizado, casamento, nenhuma celebração. À noite, a Igreja celebra a solene Vigília Pascal, a “mãe de todas as vigílias”, revivendo a ressurreição de Cristo, sal vitória sobre o pecado e a morte. A cerimônia é carregada de ricos simbolismos que nos lembram a ação de Deus, a luz e a vida nova que brotam da ressurreição de Cristo.