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sexta-feira, 22 de julho de 2016

MARIA - Mãe de Deus e nossa

Nesse encontro, falamos sobre a Mãe da Misericordiosa, Maria. Onde meditamos suas aparições na Palavra de Deus, algumas inclusive com encenações teatrais e a conhecemos melhor. Lembramos de como a ela foi anunciado o nascimento de Jesus, de como surgiu o Ave-Maria, uma oração muito forte, espiritualmente, e mais antiga que o Pai Nosso, acompanhamos a criação de Jesus e o amor que ela tem pelo seu filho e por nós. Ao fim do encontro fizemos uma celebração de entrega do terço e aprendemos a reza-lo.

Sobre Maria disse São Bernardo, doutor da igreja, “Deus quis que recebêssemos tudo por Maria”. Uma mulher simples que viveu num pequeno povoado em uma região periférica, que foi escolhida para conceber o nosso senhor Jesus Cristo e ter um papel preponderante da Santíssima Virgem na vida da Igreja que é o de Mãe.  

Lc 1,26 - 31 :

“Quando Isabel estava no sexto mês, o anjo Gabriel foi por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a virgem prometida em casamento a um homem de nome José, da casa de Davi. A virgem se chamava Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse “ Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo”. Ela perturbou - se com essas palavrase começou a pensar qual seria o significado da saudação. O anjo então, disse: “Não tenhas medo Maria! Encontraste graça junto a Deus. Conceberás e darás à luz um filho, e porás o nome de Jesus.” 

Nesse trecho do evangelho de São Lucas, ocorre a Anunciação do Anjo à Virgem Maria. Ela aceitou a sua parte da missão, que fora-lhe solicitada para cumprir a profecia e mostrou porque ela foi escolhida para ser instrumento Divino nos acontecimentos que mudaram a humanidade. No papel de mulher e de Mãe, ela promove a perseverança na oração e a concórdia do amor, nas palavras pronunciadas na Cruz: “Mulher, eis aí o teu filho” (Jo 19, 26), Cristo lhe dá a função de Mãe universal dos que acreditam.

Os evangelistas querem deixar bem claro que Maria disse “sim” ao projeto de Deus, sendo “a pobre” inteiramente disponível à vontade divina. Isto, porém não impede, até exige, que vivesse sua entrega num processo histórico marcado pela surpresa, o conflito e o sofrimento. Diante dos comportamentos de Jesus, “ficava perplexa”, “vacilava em seu íntimo”. Deve ter sido uma mulher contemplativa da passagem de Deus pela história.

É bom lembrar da última passagem de Maria na bíblia em At 1,14, “Todos unidos pelo mesmo sentimento, entregavam-se assiduamente à oração, em companhia de algumas mulheres, entre as quais Maria, a Mãe de Jesus”. Nossa Senhora une não só os cristãos atuantes, mas também o povo simples e até os que estão afastados. Para esses, muitas vezes, a Virgem Maria é o único vínculo com a vida da Igreja. Ela nos educa a viver na fé em todas as situações da vida, com audácia e perseverança constante. A sua maternal presença na Igreja ensina os cristãos a se colocarem na escuta da Palavra do Senhor. O exemplo da Virgem Maria faz com que a Igreja aprenda o valor do silêncio. O silêncio de Maria é, sobretudo, sabedoria e acolhimento da Palavra.





http://www.franciscanos.org.br/?page_id=5448

sexta-feira, 28 de março de 2014

QUARESMA: TEMPO DE CONVERSÃO

Encontro da crisma–
Tema: Quaresma
              

  “Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome.”
Mateus 4:1-2

1.      Objetivo:
1.1.   Refletir o que é quaresma e como o cristão vive esse tempo;
2.      Ambientação –
2.1.   Cruz ou coração de isopor, alfinetes, cinzas, galhos secos, planta; jarra com água, toalha, bacia, Cartaz com desenho (anexo)
3.      Oração inicial – Vinde Espírito Santo (música – Um homenzinho torto/ E me faz novo)
4.      Conversa sobre quaresma fazendo ligação com a ambientação – Todos
4.1.   Que tempo a Igreja está vivendo?
4.2.   O que sabemos sobre a quaresma?
4.3.   Como a Igreja pede para vivermos este tempo?
5.      Leitura (Mateus 4, 1-11) –
6.      Dinâmica da cruz- {Sugestão trocar a cruz por um coração} - (Música) – Homenzinho torto/ Ninguém te ama como eu
6.1.   Motivar ao reconhecimento dos erro, pecado
6.1.1.     O pecado é tudo o que nos afasta de caminho proposto por Deus, que neste momento cada crismando é convidado a pensar em seus atos, omissões e palavras que de alguma forma fugiu a proposta de Deus, seja contra um irmão, seja contra si mesmo seja contra a Santíssima Trindade. Recordemos de pelo menos uma falha, pois do contrário a vivência será vazia.
6.1.2.     Convidar cada um, que recordando uma falha, insira um alfinete na cruz de isopor exposta.
6.2.   Introdução à dinâmica – simbolismo da cinza
6.2.1.     O antigo testamento demonstra a prática de utilizar as cinzas como símbolo de arrependimento (Jó 42,6; Dn 9,3; Jn 3,5-6). O Próprio Jesus faz referencia as cinzas, no novo testamento (Mt 11,21). E a Igreja desde o inicio, continuou o uso das cinzas com o mesmo simbolismo.  As cinzas benzidas, impostas sobre a nossa cabeça, são um sinal que nos recorda a nossa condição de criaturas, que nos convida à penitência e a intensificar o compromisso de conversão para seguir cada vez mais o Senhor. Na quarta feira de cinzas, marcados pelo austero símbolo das Cinzas, entramos no Tempo da Quaresma, iniciando um itinerário espiritual que nos prepara para celebrar dignamente os mistérios pascais.
6.2.2.     Recordando nosso pecado, nossa fragilidade e nosso desejo de conversão, confessemos que não passamos de pó e cinzas (Gn 18,27), traçando o sinal da cruz na fronte de nossos irmãos com as cinzas, dizendo: Convertei-vos e credes no evangelho.
6.2.3.     Em circulo cada um traça no crismando do lado direito o sinal da cruz com as cinzas.
6.3.   Os crismandos são orientados a retirar os alfinetes em sinal da reconciliação com Deus e compromisso em evitar o pecado.
6.4.   Introdução à água
6.4.1.     A água tem seu pleno sentido no batismo cristão. No batismo somos lavados de nossos pecados (I Cor6,11; Ef5,26; Hb10,22). O batismo também é princípio de vida nova, banho de regeneração e de renovação do Espírito Santo (Tt3,5). Assim, se os já batizados recebe o perdão dos pecados no sacramento da confissão, os ainda não batizados receberão o perdão no dia do batismo. É preciso que fique claro que a simbologia da reunião não levará ao perdão dos pecados, o que apenas ocorre por meio do sacramento da confissão. Lembra aos que já receberam a comunhão a importância de retornar a confissão.
6.4.2.     Dois à dois lavam-se as mãos em sinal de reconciliação
6.5.   Os crismandos são orientados a retirar os alfinetes em sinal da reconciliação com Deus e compromisso em evitar o pecado.
7.      Compromisso
7.1.   Tirar um tempinho da semana, 40 segundos, 4 minutos, 40 minutos, 4 horas para fazer seu deserto pessoal. Um momento seu com Deus, de conversa, oração, leitura da palavra, jejum...

8.      Oração final – Poema Quaresma – Lido por 7 crismandos em forma de jogral. Oração.


Poema: NÃO TE CONTENTES...


Não te contentes
em receber a cinza na cabeça.
Lembra-te que és pó.

Não te contentes
em arrepender-te.
Procure a confissão.

Não te contentes
em converter os outros.
Converta a si mesmo.

Não te contentes
em mudar a cor das coisas.
Mude as coisas.

Não te contentes
em ser feliz.
Faça alguém feliz.

Não te contentes
em esperar a Terra Prometida.
Aceita o Reino que já chegou.

Não te contentes
em escutar este poema de boas intenções.
Faça dele uma realidade.