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sexta-feira, 28 de março de 2014

QUARESMA: TEMPO DE CONVERSÃO

Encontro da crisma–
Tema: Quaresma
              

  “Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome.”
Mateus 4:1-2

1.      Objetivo:
1.1.   Refletir o que é quaresma e como o cristão vive esse tempo;
2.      Ambientação –
2.1.   Cruz ou coração de isopor, alfinetes, cinzas, galhos secos, planta; jarra com água, toalha, bacia, Cartaz com desenho (anexo)
3.      Oração inicial – Vinde Espírito Santo (música – Um homenzinho torto/ E me faz novo)
4.      Conversa sobre quaresma fazendo ligação com a ambientação – Todos
4.1.   Que tempo a Igreja está vivendo?
4.2.   O que sabemos sobre a quaresma?
4.3.   Como a Igreja pede para vivermos este tempo?
5.      Leitura (Mateus 4, 1-11) –
6.      Dinâmica da cruz- {Sugestão trocar a cruz por um coração} - (Música) – Homenzinho torto/ Ninguém te ama como eu
6.1.   Motivar ao reconhecimento dos erro, pecado
6.1.1.     O pecado é tudo o que nos afasta de caminho proposto por Deus, que neste momento cada crismando é convidado a pensar em seus atos, omissões e palavras que de alguma forma fugiu a proposta de Deus, seja contra um irmão, seja contra si mesmo seja contra a Santíssima Trindade. Recordemos de pelo menos uma falha, pois do contrário a vivência será vazia.
6.1.2.     Convidar cada um, que recordando uma falha, insira um alfinete na cruz de isopor exposta.
6.2.   Introdução à dinâmica – simbolismo da cinza
6.2.1.     O antigo testamento demonstra a prática de utilizar as cinzas como símbolo de arrependimento (Jó 42,6; Dn 9,3; Jn 3,5-6). O Próprio Jesus faz referencia as cinzas, no novo testamento (Mt 11,21). E a Igreja desde o inicio, continuou o uso das cinzas com o mesmo simbolismo.  As cinzas benzidas, impostas sobre a nossa cabeça, são um sinal que nos recorda a nossa condição de criaturas, que nos convida à penitência e a intensificar o compromisso de conversão para seguir cada vez mais o Senhor. Na quarta feira de cinzas, marcados pelo austero símbolo das Cinzas, entramos no Tempo da Quaresma, iniciando um itinerário espiritual que nos prepara para celebrar dignamente os mistérios pascais.
6.2.2.     Recordando nosso pecado, nossa fragilidade e nosso desejo de conversão, confessemos que não passamos de pó e cinzas (Gn 18,27), traçando o sinal da cruz na fronte de nossos irmãos com as cinzas, dizendo: Convertei-vos e credes no evangelho.
6.2.3.     Em circulo cada um traça no crismando do lado direito o sinal da cruz com as cinzas.
6.3.   Os crismandos são orientados a retirar os alfinetes em sinal da reconciliação com Deus e compromisso em evitar o pecado.
6.4.   Introdução à água
6.4.1.     A água tem seu pleno sentido no batismo cristão. No batismo somos lavados de nossos pecados (I Cor6,11; Ef5,26; Hb10,22). O batismo também é princípio de vida nova, banho de regeneração e de renovação do Espírito Santo (Tt3,5). Assim, se os já batizados recebe o perdão dos pecados no sacramento da confissão, os ainda não batizados receberão o perdão no dia do batismo. É preciso que fique claro que a simbologia da reunião não levará ao perdão dos pecados, o que apenas ocorre por meio do sacramento da confissão. Lembra aos que já receberam a comunhão a importância de retornar a confissão.
6.4.2.     Dois à dois lavam-se as mãos em sinal de reconciliação
6.5.   Os crismandos são orientados a retirar os alfinetes em sinal da reconciliação com Deus e compromisso em evitar o pecado.
7.      Compromisso
7.1.   Tirar um tempinho da semana, 40 segundos, 4 minutos, 40 minutos, 4 horas para fazer seu deserto pessoal. Um momento seu com Deus, de conversa, oração, leitura da palavra, jejum...

8.      Oração final – Poema Quaresma – Lido por 7 crismandos em forma de jogral. Oração.


Poema: NÃO TE CONTENTES...


Não te contentes
em receber a cinza na cabeça.
Lembra-te que és pó.

Não te contentes
em arrepender-te.
Procure a confissão.

Não te contentes
em converter os outros.
Converta a si mesmo.

Não te contentes
em mudar a cor das coisas.
Mude as coisas.

Não te contentes
em ser feliz.
Faça alguém feliz.

Não te contentes
em esperar a Terra Prometida.
Aceita o Reino que já chegou.

Não te contentes
em escutar este poema de boas intenções.
Faça dele uma realidade.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Ano Litúrgico


Ano litúrgico é o período de doze meses, divididos em tempos litúrgicos, onde se celebram como memorial, os mistérios de Cristo, assim como a memória dos Santos.
Ano Litúrgico está dividido em “Tempos Litúrgicos”:
O Tempo do Advento;
O Tempo do Natal;
O Tempo da Quaresma;
O Tríduo Pascal;
O Tempo Pascal;
O Tempo Comum;
Tempo do Advento
Inicia-se o ano litúrgico. Compõe-se de 4 semanas. Não é um tempo de festas, mas de alegria moderada e  preparação para receber Jesus.

Início: 4 domingos antes do Natal
Término: 24 de dezembro à tarde
Espiritualidade: Esperança e purificação da vida
Ensinamento: Anúncio da vinda do Messias
Cor: Roxa
Tempo do Natal
É comemorado com alegria, pois é a festa do Nascimento do Salvador.

Início: 25 de dezembro
Término: Na festa do Batismo de Jesus
Espiritualidade: Fé, alegria e acolhimento.
Ensinamento: O filho de Deus se fez Homem
Cor: Branca 



Tempo Comum


1ª PARTE
Início: 2ª feira após o Batismo de Jesus
Término: Véspera da Quarta-feira das Cinzas
Espiritualidade: Esperança e escuta da Palavra
Ensinamento: Anúncio do Reino de Deus
Cor: Verde 

2ª PARTE
Início: Segunda-feira após o Pentecostes
Término: Véspera do 1º Domingo do Advento
Espiritualidade: Vivência do Reino de Deus
Ensinamento: Os Cristãos são o sinais do Reino
Cor: Verde 

Tempo da Quaresma


É um tempo de 5 semanas em que nos preparamos para a Páscoa.
Início: Quarta-Feira das Cinzas
Término: Quarta-feira da Semana Santa
Espiritualidade: Penitência e conversão
Ensinamento: A misericórdia de Deus
Cor: Roxa


Tempo Pascoal

 Início: Quinta-feira Santa (Tríduo Pascal                                                                               Término: No Pentecostes
Espiritualidade: Alegria em Cristo Ressuscitado
Ensinamento: Ressurreição e vida eterna
Cor: Branca




Cores Litúrgicas 

BRANCO - Usado na Páscoa, no Natal, nas Festas do Senhor, nas Festas da Virgem Maria, de Nosso Padroeiro São João Evangelista (apóstolo) e dos Santos, exceto dos mártires e dos apóstolos. Simboliza alegria, ressurreição, vitória e pureza. Sempre é usado em missas festivas.

VERMELHO - Lembra o fogo do Espírito Santo. Por isso é a cor de Pentecostes. Lembra também o sangue. É a cor dos mártires e da sexta-feira da Paixão e do Domingo de Ramos. Usado nas missas de Crisma, celebradas normalmente no dia dos Pentecostes, e de mártires.

VERDE - Usa-se nos domingos normais e dias da semana do Tempo Comum. Está ligado ao crescimento, à esperança.

ROXO - Usado no Advento e na Quaresma. É símbolo de penitência, de serenidade e de preparação, por lembrar a noite. Também pode ser usado nas missas dos Fiéis Defuntos e na celebração da penitência.

ROSA - O rosa pode ser usado no 3º domingo do Advento (Gaudete) e 4º domingo da Quaresma (Laetare). Simboliza uma breve pausa, um certo alívio no rigor da penitência da Quaresma e na preparação do Advento.

PRETO - Representa o luto da Igreja. Usa-se na celebração do Dia dos Fiéis Defuntos e nas missas dos Fiéis Defuntos.


O Ano Litúrgico passa por três ciclos, também chamado de anos A, B, C.

* ano A, lêem-se as leituras do Evangelho   de São Mateus;
* ano B, o de São Marcos;
* ano C, o de São Lucas.
Já o Evangelho de São João é reservado para as ocasiões especiais,  principalmente as grandes Festas e Solenidades.

Acabamos de iniciar o ano C, onde refletiremos os textos do Evangelho de São Lucas.

Elaborado por Paulo Ricardo Rosa